Tema de Outubro Entreblogs: Infância, para olhar o mundo com olhos de criança


Diferente deste texto,vou focar na percepção que quero manter futuramente... É interessante que, após escrever o texto citado, eu fiquei pensando muito sobre. Como me travei pelas coisas citadas nele, mas também, por aquele estigma de que mulher adulta não pode ter hobby, não pode gostar de coisas X, e isso deve-se MUITO ao extremismo do discurso de algumas ditas feministas. Sei que é polêmico, mas uma mulher usar coisas com cores fofas, ter hobby como colecionismo, não é algo que infantiliza a mulher...

Na minha percepção, acho um discurso até classista/elitista e machista! Uma cor de roupa não faz alguém infantilizado, e caso essa pessoa se comporte assim? É conversar e mostrar a iniciativa de tratamento psicológico, pois não é algo engraçado ou um desvio de conduta; é caso de saúde mental mesmo! Eu sei, eu sei... falei aqui que as coisas seriam mais leves, mas falar de infância pra mim nunca é, então vou pular logo para o desafio proposto ao tema:


 "Quando é que deixamos de ser crianças?"

Eu acredito que deixamos de ser crianças, quando a vida começa a ficar cinza, quando encaramos as coisas com mais malícia, quando não enxergamos as coisas de forma singela e simplista! Quando começamos a reduzir nosso círculo de amizades, quando os lápis de cor são substituídos por canetas e não temos mais tempo e tampouco disposição, para assistir a algo por inteiro no mesmo dia!

Quando tudo é feito com pressa, quando acreditamos que cores não são para gente adulta... Quando nossa maior preocupação deixa de ser qual será a capa do caderno no próximo ano, quando sabemos que devemos abrir mão de certas coisas para ter o mínimo, quando encarar o transporte público é penoso  fora que não ligamos mais se queremos algo que não precisamos, pois, muitas vezes não podemos!

Deixamos de ser crianças quando, não conseguimos rir de forma natural sobre coisas tolas. O riso muitas vezes é a nossa fuga! Deixamos de ser crianças quando, os gostos das coisas mudam, quando percebemos que tudo tem gosto de adoçante... trocamos o leite achocolatado (para quem soube o que era) por chá ou café, pois muitos de nós têm intolerância à lactose. A nossa amizade não mora no mesmo bairro, a nossa casa não é tão grande assim. Compreendemos as lutas da nossa mãe, do nosso pai ou dos pais (para quem teve o luxo de viver em um lar feliz), a gente compreende o que acesso e falta dê. A gente ri do riso de outra criança, não com outra criança... começamos a compreender coisas que não entendíamos nos livros, nos filmes e nas músicas... Por fim, aprendemos que falar palavrão não é feio, e a gente começa a gostar de mandar todo mundo para a casa do caralho, e no fim das contas, percebemos que não temos obrigação a nada!

{escrito em 09/10/2026}

Nenhum comentário:

Postar um comentário

🐾 EI, VOCÊ! SIM, VOCÊ MESMO!

Já que chegou até aqui, aproveita e deixa um comentário!Pode ser elogio, crítica, sugestão, teoria maluca, declaração de amor, reclamação dramática ou simplesmente um “oi, passei por aqui”. 😂

Prometo ler tudo e talvez até transformar algumas ideias em coisa nova.

Manda aí. A caixa de comentários está aberta. 💌!


Abraços da Moon ⋆˚🐾˖°